Desconhece o próprio desconhecido, o presente, o passado, o futuro, para que vejas a novidade onde ela já não mais existe… para que te alegres entre cada passada, cada baforada de ar que ingeres inevitavelmente!
Voa até aos confins do céu, procura esse alguém que te espera em cada sombra que o raiar dos teus olhos ilumina.
Beija os lábios doces da fantasia que te mostrará a galáxia enorme do amor que te supera e que não entendes, mas que te move, que te evapora o suspiro, a tristeza, o tu inteiro que não desmentes nem escondes.
Por isso fica, ama, sorri, alegra-te, chora, vive este teatro, esta série, este pedaço de vida transcrita para papéis pardos, esbranquiçados, rasgados, queimados pela fugacidade da escrita.
Relê cada singular letra que aqui escreves-te, cada singular mancha que para trás deixas-te como o rasto que te leva até mim! Fecha a porta para que emudeçamos... Aproxima-te do meu rosto, suspira, fecha os olhos, agarra-me para que não percas as palavras que fogem, entre o olhar destemido da emoção…Fujamos para longe…onde ninguém mais nos verá…onde a nossa presença não se fará sentir…onde a nossa liberdade nada destroçará! Fica comigo, dá-me a mão, percorre este trilho com a tua máxima paixão! Que a tua determinação não vacile face à dúvida que te enche o peito…a pergunta que te percorre o sangue, adormecendo cada lembrança de mim, de nós…
De um sempre…de um eu e tu unidos sobre a chuva branda que nos acolhe…
De um sempre…de um eu e tu unidos sobre a chuva branda que nos acolhe…

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